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5 Problemas com a Teoria da Cor Fundamental

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Portuguese (Português) translation by Ingrid Fornazari (you can also view the original English article)

A teoria da cor é uma das primeiras coisas que é ensinada aos designers gráficos. Ela desconstrói o assunto da cor, transformando-o em simples regras que podem ser facilmente aplicadas em seu trabalho. Ela ensina a você sobre a roda de cores, as cores primária/secundária/terciária, temperatura da cor, harmonia de cores, e psicologia da cor.

Entretanto, porque esses fundamentos da teoria de cores são tão fundamentais, eles simplificam certas questões e passam por cima de certas nuances. Afinal, essas são regras básicas que supostamente darão a você uma visão geral do conceito de cor, tudo em um. Mas se você quer ser um profissional de verdade, você precisa olhar mais fundo.

Neste artigo, nós vamos ver os cinco mitos da teoria das cores, tentando ver o que a teoria original pulou pelo bem da simplicidade.

1. O Mito da Temperatura de Cor

O conceito mais básico na teoria de cores se refere ao fato de que as tonalidades podem ser separados geralmente em dois grupos: tonalidades frias e tonalidades quentes. Essa separação é útil porque os esquemas de cores baseados em tons de apenas um grupo tendem a parecer ordenados e consistentes. Esse conceito é baseado em algo que os fotógrafos chamam de equilíbrio branco.

As cores que vemos no nosso ambiente são feitos de luz. A cor dessa luz entretanto afeta o tom na cena, mudando todas as tonalidades de um modo consistente. Quando o matiz da cor da luz é consistente, nossos olhos podem cancelá-lo, de modo que nós podemos reconhecer o branco como branco, mesmo que ele pareça amarelo ou azul.

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Quando o branco no figura parece amarelo, todas as outras cores se tornam amareladas também, nós as chamamos de quentes. Quando o branco parece azul, as outras cores ficam azuladas, nós as chamamos de frias. Cores frias e quentes tem diferentes significados na psicologia da cor, mas a lição mais importante para tirar disso é que os tons quentes ficam bem entre os tons quentes, e os frios entre os frios, mas quando misturados, eles se destacam como um polegar dolorido.

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Mas como reconhecer cores frias e quentes? A teoria das cores fundamental nos dá uma solução fácil: a roda de temperaturas de cor. É dividida ordenadamente ao meio, separando as cores em tons quentes e frios.

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Enquanto não há nada fundamentalmente errado com essa figura, ela super simplifica o assunto da temperatura de cor. E nos leva a um entendimento errado de que certos tons são quentes ou frios por si só, como se a temperatura fosse uma propriedade da cor. O verde é chamado de frio, e o vermelho de quente, simples assim. A regra geral é que quanto mais azulada a cor mais fria ela é, e quanto mais amarelada a cor, mais quente ela é.

warm and cool contrastwarm and cool contrastwarm and cool contrast

O problema é que a temperatura da cor não existe por si só. Você não pode pegar uma cor fora da roda de cores e dizer se ela é quente ou fria. Deixe-me mostrar a você. Pense por um momento, que temperatura tem essa cor?

is green warm or coolis green warm or coolis green warm or cool

Se você usar a roda de temperatura de cores como referência, você a chamará de fria. Agora vamos dar um amigo a ela.

warm greenwarm greenwarm green

Essa cor ainda parece fria para você? Você provavelmente observou que ela parece notavelmente mais quente. Então ela é quente agora? Vamos deixar as coisas ainda mais confusas agora adicionando mais uma cor ao cenário.

neutral greenneutral greenneutral green

Então o que essa cor é agora: quente, fria ou neutra? A verdade é nem um nem outro. Cores não tem qualquer temperatura por si só. A temperatura é percebida quando as comparamos, não é sobre o quão azulada é a cor, mas o quanto azulada ela é em comparação com as outras na cena. Você pode literalmente pegar o azul e deixá-lo quente acentuando sua relação com os tons vermelhos.

Então uma roda de temperatura de cor mais precisa ficaria assim:

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Isso é ainda um pouco arbitrário, o amarelo é mais quente ou mais frio do que o laranja? A resposta vai depender da sua experiência profissional.
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E você ainda não olhou para essa roda para pegar tons quentes e frios, mas antes, para encontrar a relação entre eles, ex., o verde é mais quente que o azul, mas mais frio que o amarelo. Afinal, tudo o que é preciso para mudar a temperatura de uma cor é dar uma tom amarelado ou azulado; e isso pode ser feito com qualquer cor, o que torna a roda de temperatura de cor clássica inútil.

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Então em vez de se limitar a uma metade da roda de cor, sempre tenha certeza de que todas as cores da cena tem a mesma tonalidade, tanto azulada como amarelada. Isso é suficiente para criar uma consistência atraente em um equilíbrio branco intencional.

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2. A Cor é Relativa

A roda de cores mostra a você todos os matizes juntos. Parece uma ferramenta perfeita para um designer gráfico, uma paleta de amostras de cores definitiva. E acima de tudo, é simples e agradável de ver, como um arco-íris perfeito, vibrante!

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Então o que pode dar errado com algo tão maravilhoso? Para resumir é artificial. As cores ficam diferentes quando são parte de um arco-íris, e diferentes quando são parte de uma cena mais tom de terra, mesmo quando são exatamente a mesma cor. Seu cérebro pode conseguir exatamente a mesma informação da luz batendo nos objetos, mas sua interpretação não tem que ser idêntica.

Eu dei uma pista sobre essa questão na seção anterior quando falei sobre equilíbrio de cor. Nós enxergamos o mundo em várias condições de luz durante o dia e a noite, ainda assim não muda muito para nós. Isso porque nosso cérebro se certifica de cancelar os efeitos das mudanças, nos deixando ver algo constante. Quando você anda pela rua à noite, os cômodos por trás das janelas podem parecer amarelos ou alaranjados. Ainda assim quando você entra, o tom alaranjado não está em nenhum lugar.

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Esse efeito trabalha até aqui, você pode ver uma maçã em um fundo azul como vermelho escuro, enquanto que a mesma maçã em um fundo branco parece preta.

Não é um erro na verdade, é um recurso; nosso cérebro simplesmente nos ajuda a reconhecer objetos mostrando-os como o mesmo, independente de como eles parecem no momento. Uma maçã vermelha vai parecer vermelha, quer seja iluminada diretamente pela luz do sol, escondida nas sombras, ou inundada com uma suave luz cinza de um dia nublado. Contanto que todo o ambiente seja afetado do mesmo modo pela mudança de luz, nosso cérebro sabe como "subtrair" esse efeito.

Apenas observe essa foto novamente. Você vê todos esses objetos como branco mesmo que eles não sejam. Se você conferir essas cores, você verá que elas tem várias tonalidades de cinza, quente e frios. Mas você pode dizer: "- Claro que eles não são realmente brancos, mas eles estão perto o bastante."

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Vamos sair dessa cena por um momento. Estes parecem quase branco para você?

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O que aconteceu aqui? Seu cérebro interpreta a cena como um todo. Ele não reconhece as cores como o Conta-gotas do Photoshop faz. Ele não liga sobre o valor objetivo ou o brilho; ele liga apenas para o que a cor significa. E o significado é apresentado a você em forma de informação visual que não tem muito a ver com as propriedades objetivas da cor de um objeto. É mais útil ver a estante de livros como branco, como seria em condições perfeitas de luz, em vez de perceber seus lados sombreados como coloridos diferente por alguma razão.

Essa é a razão provável para a confusão sobre o Vestido, uma foto famosa que fez as pessoas questionares sua própria visão. Como isso é possível, que as mesmas cores podemos ser vistas como azuis e pretas ou brancas e douradas? A foto não foi bem iluminada, tornando-a muito confusa para o nosso cérebro interpretar as cores. O cérebro de algumas pessoas remove a superexposição, e interpreta as cores como azul e preto desbotados. O cérebro de outras pessoas remove a sombra presumida, interpretando as cores como branco dourado escurecidos. Mas não há informação suficiente na foto para decidir qual opção é a correta.

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Se você olhar para as imagens divididas à direita, pode ser impossível enxergar qualquer coisa além de preto na de cima e nada além de dourada na debaixo, mesmo sendo exatamente a mesma cor.

Essa característica do nosso cérebro torna trabalhar com cores complicado. Uma cor pega diretamente da roda de cores pode magicamente se transformar quando você a coloca num cenário. Claro, ela não muda realmente, apenas parece mudar. Mas quando se trata de cores, o que importa mais, o que elas são, ou o que elas parecem?

Vamos voltar a roda de cores. Você provavelmente vê dois tons de roxo aqui: mais escuro à esquerda e mais brilhante à direita, algo como os quadrados abaixo. Mas a verdade é que eles são a mesma cor, #8000FF.

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Use a ferramenta conta-gotas se você não acredita em mim!

Então o que faz a #8000FF parecer com ela mesma? A verdade é, não faz. As cores são criadas por relacionamentos. Mesmo a cor mais "neutra" da roda mostra seus valores em relação ao fundo fundo branco e as outras. E quando você tira uma cor dessa relação com outra, a nova relação vai criar uma nova cor a partir dela.

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Você pode pensar nas cores como componentes de uma refeição, o sal funciona bem com batatas, mas não com geleia de morango. O gosto dos componentes afetam uns aos outros, então o gosto de toda a refeição é algo mais do que a soma dos componentes.

A roda de cores é entretanto, apenas um ponto inicial bem básico. Você não ode decidir que cor pegar com base em como ela fica na roda de cores. Vermelho brilhante pode parecer muito agressivo na companhia de todo um arco-íris, mas pode se tornar um tom um pouco subjugado quando não há azuis e verdes ao redor. Igualmente, o roxo pode parecer escure e opaco na roda de cores, mas pode ser brilhante na companhia correta.

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Como uma cor é na roda pode ter pouco a ver com como ela ficará no seu esquema.

Se você estiver interessado em outras ilusões ópticas e como usá-las em seu trabalho, você pode gostar desse artigo também:

3. Valor é mais Importante Que Tom

A roda de cores pode ser usada na teoria das cores para mostrar a relação entre as cores, dando a você algumas soluções prontas para uma composição ordenada. A teoria fundamental das cores ensina a você sobre os vários esquemas de cores, como monocromáticos...

monochromatic color schememonochromatic color schememonochromatic color scheme

...complementares...

complementary color schemecomplementary color schemecomplementary color scheme

...análogos...

analogous color schemeanalogous color schemeanalogous color scheme

...complementares decompostas...

split complementary color schemesplit complementary color schemesplit complementary color scheme

... ou tríade.

triad color schemetriad color schemetriad color scheme

O conceito é que se nossos olhos podem reconhecer as relações entre as cores, e se as relações são organizadas, os esquema parece consistente para nós. O problema é que esse método fala apenas sobre tom e cor é muito mais que um tom. Por exemplo essas três são do mesmo tom porém você pode ver que cores diferentes elas são.

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Mas não é surpresa para você é? Como designer gráfico, você provavelmente já aprendeu sobre saturação e brilho também. A teoria fundamental das cores também fala de tonalidades (cores com baixa saturação) e sombras (cores com baixa intensidade). Isso bem diretamente da pintura tradicional, onde a saturação é diminuída adicionando-se branco e o brilho é diminuído acrescentando-se preto.

tints and shades color theorytints and shades color theorytints and shades color theory
1—sombras, 2—matiz puro, 3—tons

O que você deve ter perdido quando aprendeu os fundamentos é que o conceito de valor. Ele é frequentemente ignorado ou igualado a intensidade. Isso porque ele não pode ser modificado por nenhum controle deslizante no Photoshop. O valor é algo que todos os matizes tem configurado por padrão, ele pode ser modificado apenas alterando a sua saturação ou brilho.

Então o que é valor? É relativo a intensidade. Não é intensidade que a cor simplesmente tem, como intensidade/luminância que pode ser medido pelo seletor de cores. É o quão brilhante a cor parece em comparação com as outras. E por que nosso olhos não são igualmente sensíveis a todos os matizes, nós vemos alguns matizes mais escuros e outros mais brilhantes, mesmo que em sua forma pura eles sejam 100% brilhantes. O valor deles pode ser facilmente visto quando você dessatura a roda de cores.

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A resposta para esse fenômeno curioso é bem simples, se você sabe como as cores são criadas. Enquanto o branco é feito de três cores primárias: vermelho, verde e azul (RGB). O branco é a cor mais brilhante que jamais existe, sua intensidade relativa (valor) é 100%, o que significa que seus componentes devem sem menos do que 100% de brilho. E é exatamente o que acontece: vermelho tem 30%, verde tem 59% e azul tem 11% de brilho.

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Porque esse valor é baseado em nossa percepção em vez da posição das cores na roda de cores, a roda de cores não nos ajuda em nada com os valores. Os matizes param de serem regulares; em uma posição o valor cresce, então diminui, e então aumenta por um momento e cai de novo, sem nenhuma ordem. E isso tudo é por causa das cores primárias (os componentes das outras cores) não serem iguais em termos de valores.

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Você tem que reorganizar os matizes para criar uma ordem correta de valore, mas é impossível criar uma roda a partir deles porque há um início (escuro) e um final(brilhante).

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Vamos voltar ao esquema de cores harmonioso. Eles parecem dar a você algumas soluções bem testadas, mas se você tentar aplicá-las ao seu design, você pode notar que todos esses esquemas, em sua forma pura, são vibrantes e desagradáveis. Eles não são muito contrastantes ou semelhantes.

"Mas não é esperado que você os use assim"; um professor de teoria das cores pode dizer. "Você precisa ajustar as tonalidade e sombras." E, na verdade, depois de alguns ajustes, esses esquemas de tríades contrastantes podem ficar bem atraentes.

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Como também o fazem todos os outros esquemas de cores, mesmo os feitos com matizes totalmente aleatórios. Qual a diferença entre um esquema triádico e um esquema aleatório? Claro, você pode dizer que o primeiro é baseado em determinada relação na roda de cores. Mas e daí? O que nós realmente ganhamos com isso, exceto provar o conhecimento da teoria de cores clássica?

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Como você pode ver, os tons e sombras corretos são mais importantes para criar um esquema consistente do que matizes. E tons e sombras sem matizes são...valores. Um esquema com valores agradavelmente equilibrados vão parecer bons independente dos matizes que usar. E de modo inverso, matizes bem planejados nunca parecerão bons se você usar os valores incorretos.

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Quando você começa um design, você deve focar primeiro nos valores. O matiz não importa realmente tanto quanto as harmonias de cores fazem você achar!

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Um esquema de cores aleatório com bons valores ganha de um esquema de cores harmonioso com valores ruins toda vez!

Você pode aprender mais sobre valores aqui:

4. A Psicologia Universal das Cores Não Existe

No design gráfico, cores não são simplesmente para ficarem bonitas. Elas tem uma função, elas deveriam criar um desejo de reação no observador, dando alguma informação imediatamente. Um cartão de visitas de um advogado deve evocar emoções diferentes de um folheto de festa de Ano Novo, e as cores desempenham um papel muito importante aqui.

Diferentes propósitos, diferentes cores. Cartão de visitas Moderno v. Cartão de Visitas de Advocacia.

A teoria das cores fundamental, como sempre, tenta trazer algumas soluções pré-prontas para a psicologia da cor. O vermelho é ativo e exitante, o amarelo é felicidade, o rosa traz feminilidade à mente, e o preto seriedade e formalidade. Há toda uma longa lista do que certas cores significam, onde usá-las e onde evitá-las. Mas mesmo sem elas, nós temos alguma intuição do que funciona e o que não funciona.

Mas onde de onde vem essa intuição? Porquê certas cores significam algo? Não há pesquisas suficientes de verdade nessa área, mas a evidência sugere que o significado das cores é mais baseado em cultura. Em outras palavras, as cores são associadas com o que normalmente é comum para nós, e para o que elas são usadas... é com o que normalmente são associadas. É o problema da galinha e do ovo, nós fazemos a cultura e a cultura nos faz. Há provavelmente alguns significados básicos, primitivos das cores com que todas as culturas começaram, mas isso se desenvolveu de muitas formas diferentes em diferentes partes do mundo.

Isso significa que sua intuição sobre o significado das cores é baseado no que você já viu ao seu redor, e isso só pode ser confirmado pela teoria da cor como uma certa regra a ser seguida. O azul é usado em cartões de visita e logotipos de bancos e outras instituições respeitáveis porqaue ele traz confiança e profissionalismo à mente, ou vice versa? É difícil dizer, mas uma coisa é certa: não importa como, ainda funciona.

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Você pode encontrar esses e outro modelos gráficos no Envato Elements.

Mas há um problema: a cultura do ocidente não é padrão, nem é global. Pode parecer assim se você não sai do círculo cultural ocidental, que em realidade ou virtualmente, mas há um grande número de pessoas passando suas vidas dentro de culturas muito diferentes, e as intuições delas sobre cores podem ser drasticamente diferentes.

Por exemplo, o amarelo é a cor da alegria e calor no ocidente, mas na America Latina é com frequência associada com a morte e luto. Na China o vermelho é uma cor muito positiva, cheia de alegria e energia, ainda no Oriente Médio e alguns países Africanos, as pessoas vêem essa cor como símbolo de perigo ou mal. No ocidente o branco é tradicionalmente associado a casamentos, mas em muitos países asiáticos pode na verdade ser símbolo de morte, como os ocidentais tradicionalmente tratam o preto.

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O branco representa um vestido de casamento ou uma roupa de funeral? O preto representa elegância ou luto? Sua própria intuição pode não ser suficiente para uma mensagem consistente. Foto: Simple Elegant Wedding Invitation.

Cores são como as linguagens, mas não há uma linguagem universal. Apenas a mesma palavra significando coisas diferentes em idiomas diferentes, a mesma cor pode ser interpretada de maneira diferente através das culturas. Se ater a um guia oficial pode ajudá-lo a ser atraente para uma cultura, mas também alienar outras. Não há uma única interpretação correta das cores, e nós não devemos assumir que a nossa é o padrão.

5. Quebrar as Regras Paga Mais do Que Obedecê-las

A teoria das cores é cheia de regras e mostra a você a maneira e torna tudo simples. Desenvolver um logotipo para um restaurante fast-food? Use amarelo e vermelho. Criar uma embalagem para um produto feito para mulheres? Use rosa ou cores pastéis. Você quer que seu trabalho seja tratado com seriedade? Use azul escuro. E deus proibiu você de usar cores suaves em um produto desenvolvido para homem.

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Você pode dizer que esses produtos são criados para homens, mesmo que eles não tenham nenhuma etiqueta neles. Crédito da foto.

Como mencionei na seção anterior, essas regras são usadas porque funcionam, e elas funcionam porque são usadas. Mas por serem usadas tão amplamente, elas começam a ficar tediosas, neutras, normais. E tedioso é a última coisa que você quer ver em sua lista de metas quando desenvolve algo. Então, talvez quebrar as regras deva ser um caminho a seguir?

As regras mudam como o tempo. Um ótimo exemplo é como o azul era usado para meninas e o rosa para meninos. Mais tarde essa tendência se inverteu e hoje é impossível confundir a ala de brinquedos para meninas da ala dos meninos. Mas as pessoas ficam cansadas disso. Um número crescente de pais estão tentando não forçar nenhum estereotipo de gênero em suas crianças, deixando-as desenvolver a personalidade delas com o mínimo de pressão possível. Brinquedos de gênero neutro e roupas são portanto procurados, e desenvolver um produto verde ou amarelo pode ser uma maneira muito fácil de se destacar do mar de rosa e azul.

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Você pode brincar com segurança, ou arriscar e chamar a atenção para seu desgin por ficar longe das tendências. Crédito da foto.

A cultura ocidental tem colocado ênfase na individualidade por enquanto, se voltando para longe das tradições rígidas que com frequência significam limitar a você mesmo para o bem de manter as coisas como sempre foram. A sociedade se tornou mais consciente de suas necessidades e como as empresas tentam manipula-las. Nós não gostamos de ser tratados como idiotas, e basear o design em estereótipos certamente nos faz sentir assim. Como designer, nós temos o poder de moldar percepção de gênero e os papéis sociais, perpetuando estereótipos ou os evitando.

Nós como pessoas nos tornamos mais conscientes de como nossas ações influenciam o ambiente. Ecologia, minimalismo, e uma maneira natural de viver são tendências agora. O brilhante e colorido plástico está sendo substituído por materiais mais naturais, e menos começa a significar mais. O mundo parece ter tido o suficiente de brilho, cores berrantes. Então nós enfrentamos uma escolha, seguir as regras testadas apenas porque são regras, ou ousar criar algo novo. E olhando para o letreiro azul do MacDonalds, elegante e quieto, e combinando com o ambiente, é difícil não questionar a validade da regra amarelo e vermelho.

Vale a pena seguir as tendências, mas vale ainda mais a pena criar novas. E para criar novas tendências, você precisa ficar longe das antigas, ignorar as regras mais velhas rumo a meta de criar algo novo. Afinal, ninguém pode dizer se essas regras são usadas porque funcionam melhor, se parecem funcionar melhor porque são usadas constantemente.

Conclusão

Ser um designer gráfico significa ser criativo. Enquanto a teoria da cor fundamental é uma ferramenta muito útil para iniciantes, na maioria dos casos é mais limitante que úti Não há teoria que englobe todas as regras do design, então a teoria das cores certamente não é o caso. Ela deve ser tratada mais como uma sugestão, um ponto de partida, mas se você quer ser criativo, você precisa aprender como quebrar as regras.

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