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Fundamentos de Anatomia Humana: Flexibilidade e Limitações das Articulações

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This post is part of a series called Human Anatomy Fundamentals.
Human Anatomy Fundamentals: Muscles and Other Body Mass
Human Anatomy Fundamentals: Basics of the Face

Portuguese (Português) translation by Ingrid Fornazari (you can also view the original English article)

Na última sessão antes de começarmos a colocar rostos nos nossos personagens, eu introduzirei flexibilidade. Flexibilidade é a habilidade de esticar uma articulação ao limite da sua variação de movimento, também conhecido "como as articulações podem ou não podem se mover". Esse material colhido a partir do meu próprio treinamento de artes marciais e flexibilidade não é frequentemente abordado em livros sobre desenho de figura humana, mas complementa os músculos e o entendimento do movimento do corpo. Também é necessário para articular o corpo de uma maneira natural, ao invés de um manequim de madeira com parafusos nos membros.

Antes de mergulharmos nisso, uma palavra de advertência: Não use esse tutorial como referência para atividade física. Isso é uma referência artística e alguns dos materiais foram simplificados para esse propósito. Não tente nada físico sem a ajuda de um profissional.

Fatos Gerais sobre Flexibilidade

Antes de pularmos de cabeça nisso, vale a pena ter em mente alguns fatos sobre flexibilidade que vão ajudar no seu aprendizado.

  • O corpo feminino tende a ser mais flexível, o corpo masculino tem mais poder muscular.
  • A flexibilidade em uma articulação não implica necessariamente flexibilidade em outras.
  • Mais músculos significam menos flexibilidade.  Tem uma amplitude de movimento mais limitada para todas as articulações, primeiro porque eles não se alongam, e segundo porque músculos abaulados ficam no caminho (lembre-se do Zangief no Street Fighter II). Apenas atletas e artistas que seguem treinos de energia atém de rotinas de alongamento (atletas Wushu, e ginastas) podem ter ambos, força muscular e flexibilidade, e seus músculos são finos e delineados, não abaulados (pense no Bruce Lee). Na vida real, algo como ciclismo também diminuirá a flexibilidade nas pernas se não for equilibrado com bastante alongamento. Então é muito comum para as pessoas nem sempre terem a amplitude mostrada abaixo, olhe para as partes do corpo que eles usam mais e você saberá onde eles são mais rígidos.
  • O inverso também é verdade: mais flexibilidade significa menos músculos e esses músculos frequentemente são frágeis porque eles estão muito finos de tão esticados. Por exemplo, alguns praticantes de ioga que alongam extensivamente mas não fortalecem o músculo, são extra vulneráveis a lesões musculares. A força muscular é essencial na verdade para os tipos ativos e dinâmicos de flexibilidade, explicados abaixo
  • Algumas pessoas que são excepcionalmente flexíveis, ou juntas duplas, ou foram submetidas a treinamento de flexibilidade intensiva desde uma idade jovem, e podem ir além do alcance mostrado aqui. Isso não significa de modo algum que está bem ignorar as regras de flexibilidade, assim como todos nós sabemos instintivamente o que é "normal" para um corpo e o que é excepcional. Se você desenha alguém com os membro em um ângulo impossível, fora de um contexto que suspenda a descrença (ginastas de circo, o exorcista), você corre o risco de se passar por um artista ruim.

Os Três Tipos de Flexibilidade

Para propósitos de desenho, nós precisamos nos preocupar com três tipos: passiva, ativa e dinâmica.

Flexibilidade passiva é o quanto você pode esticar quando ajudado (tanto pelo peso do seu corpo, por exemplo quando faz uma abertura no chão, ou por um parceiro, fig) a). Não há trabalho muscular nesse caso, e a extensão do estiramento é determinada por como os músculos envolvidos podem alongar.

Flexibilidade Ativa é quanto você pode esticar sem ajuda, esticando a articulação e parando na posição (fig. b). Levantar sua perna o mais alto que puder (sem chutar) é um exemplo. Isso é muito mais difícil e seu alcance é sempre inferior ao alcance passivo, porque a resistência dos músculos alongados deve se sobrepor a força dos seus antagonistas esticados.

Active and passive flexibility

Flexibilidade dinâmica é quanto você pode esticar usando o impulso para forçar o alongamento, por exemplo, balançar a perna. Fazendo isso força além do que você poderia fazer tanto passiva quanto ativamente, mas apenas por alguns segundos. Isso é o que acontece durante as lutas ou sequências de ação por causa da velocidade dos movimentos, então é bem apropriado mostrar alongamento extremos em personagens capturados no pico do movimento. No treinamento diário de flexibilidade isso pode ser usado para conseguir maior amplitude mas o risco de distender um músculo é muito alto e deve apenas ser feito após um considerável aquecimento (realmente não tente isso em casa).

Amplitude de Movimento para Cada Articulação

Aqui estão as articulações discutidas abaixo:

The joints

1.O Pescoço

O pescoço corresponde as últimas sete vértebras da coluna (as cervicais). Elas são empilhadas como cilindros separados por uma "almofada", de modo que sua amplitude de movimento é limitada.

The neck

Flexão: o queixo pode tocar o externo. Isso cira um queixo duplo e desagradáveis dobras de pele.

Extensão: o pescoço e a linha da mandíbula se fundem em uma única curva.

Curvatura lateral: a orelha não pode tocar o ombro a menos que eles esteja levantado.

Rotação: o pescoço por si mesmo gira menos do que nós podemos imaginar. Para olhar bem para trás nós temos que envolver o tórax superior também.

2. A Coluna Lombar (Costas Inferiores)

Essa "articulação" é composta por cinco vértebras que surgem a partir do osso pélvico. Sua amplitude de movimento é bem limitada, mas porquê é sempre usada aliado a outros alongamentos, com frequência dá a impressão de permitir considerável movimento. O diagrama abaixo mostra como o envolvimento de outras articulações pode fazer parecer que a curvatura lombar varia, mas de fato é a mesma em todas as quatro posições.

The-lumbar-spine

3. A Articulação do Ombro

De todas as articulações essa é a que tem a maior amplitude graças ao seu soquete de articulação: ela pode rotacionar 360º continuamente. Mas isso também significa que pode se deslocar do lugar se for empurrada com muita força, por isso é que a tão conhecida chave de ombro mostrada abaixo é tão efetiva: a articulação do ombro é esticada ao seu limite pela pressão e pode ser deslocada se os músculos entrarem em jogo.

The shoulder

4. O Cotovelo

Em contraste gritante com o ombro, o cotovelo é como uma dobradiça de porta que abre apenas em uma direção e encontra uma parada.

The elbow

Extensão: o cotovelo de algumas pessoas superestende. Apesar de não ser incomum, use prudência quando representá-lo num desenho. Isso pode deixar alguns personagens mais estranhos que outros.

Flexão: não dê como certo que a articulação pode fechar de tudo. Esse movimento é dificultado pela massa muscular, e nós devemos ser capazes de sentir isso num personagem musculoso, conforme isso traduz o abaulamento muscular (em oposição a gordura macia). Se não for levado em conta, fará com que os músculos pareçam insubstanciais e errados.

Abaixo estão movimentos adicionais que não pertencem ao cotovelo propriamente mas podem ser tratados aqui. O antebraço sendo composto de dois ossos paralelos, pode virar em ambas as direções quando o pulso é rotacionado, com o grau mostrado abaixo (esse braço é visto por trás).

The Forearm

5. O Pulso

A amplitude de movimento do pulso é quase total frente e trás; se você rotacioná-lo você nota que ele não descreve um circulo propriamente, mas está mais para uma elipse, porque ele pode se mover pouco para os lados.

The Wrist

Os dedos podem ser bem flexíveis também quando dobrados para trás (extensão). Com ajuda, o dedo de algumas pessoas podem ser dobrados até 90º. Sem ajuda eles podem estender um pouco e requerem muito mais tensão (ocasionalmente usar isso na ilustração dá mais fluidez e vida à mão. Eles também pode dobrar para trás individualmente, mas se o restante da mão estiver relaxado os dedos vizinhos vão sempre ser puxados levemente pelo que estiver dobrado.

6. A Articulação do Quadril

O quadril é a chave para a abertura das pernas, e é claro, para todos os chutes essenciais as artes marciais. É o espelho inferior dos ombros pois também é uma articulação de soquete, apesar de mais limitada.

The hip joint

Flexão: Essa amplitude é válida quando o joelho está dobrado, ou por um breve momento quando a perna chuta. Quando o joelho está esticado, é muito mais difícil levanta e segurar a perna acima do nível da cintura. Atingir o ângulo total desse modo (através somente do poder dos músculos da perna) é quase impossível, e atletas com essa habilidade são extremamente impressionantes.

Extensão: Aqui os dedos estão alinhados com a perna, mas virar o pé levemente permite que a perna balance de volta alguns graus a mais.

Abdução requer uma atenção especial, já que a direção dos dedos faz uma diferença tremenda: virar os dedos para fora permite uma amplitude consideravelmente maior do que virá-los para frente. Isso se deve ao posicionamento da articulação em cada caso:

The hip joint 2

Por causa do modo como a articulação trabalha uma abertura de frente com os dedo apontando para frente é impossível. Uma abertura de frente deve ter os dedos apontando para cima. Se alguém parece estar fazendo o primeiro, confira as costas dele: provavelmente estão arqueadas. Isso significa que eles estão fazendo uma abertura com os dedos do pé para cima, mas o osso pélvico juntamente com as pernas e pés estão voltados para frente.

7. O Joelho

O joelho é bem parecido com o cotovelo:

The knee

Flexão: assim como no caso do cotovelo, os músculo podem impedir a flexão. Alguém com pernas musculosas não será capaz de sentar nos calcanhares dessa forma. Mais músculos significam sentar nas panturrilhas, as nádegas longe dos calcanhares.

Extensão: o joelho não hiperestende! Exageradas, silhuetas completas de pernas são devido a linhas combinadas do quadríceps e da panturrilha que disfarçam a linha reta da extensão normal do joelho.

Rotação interna: Isso atinge um grau maior quando o a articulação do quadril também rotaciona para dentro.

8. O Tornozelo

A articulação do tornozelo, por sua vez, espelha o pulso, mas com uma amplitude de rotação muito menor.

The Ankle

9. O Tronco (Coluna Torácica)

A coluna torácica não está incluída no diagrama das articulações acima, já que não é uma articulação e na verdade incluída na maioria dos treinos de flexibilidade. Essa parte da coluna tem um movimento muito limitado. O uso dela fará o personagem parecer muito mais fluído (pense no Homem Aranha), mas é fácil ir longe demais e fazer parecer que a coluna está quebrada.

The spine

Em descanso: a coluna em estado normal tem forma de S.

Flexão: O externo afunda enquanto a vértebra da base do pescoço se afasta. Vértebras individuais podem ser vistas nas costas podem ser vistas nas costas conforme a coluna é pressionada contra a pele.

Extensão: o externo se afasta enquanto o espaço entre os omoplatas afunda. As costas mostram um sulco conforme a coluna recua.

The spine 2

Não faça isso, a coluna não pode dobrar dessa maneira! Na versão correta, você pode ver várias articulações envolvidas de modo que o corpo como um todo se curva para trás.

The spine 3

Rotação: rotacionar o tronco significa manter os quadris fixos e rotacionar apenas a caixa torácica para a direita e esquerda. Apenas um pequeno movimento é possível dessa forma, muito menor do que se você permitir que seus quadris ajudem. Essa habilidade é cultivada, por exemplo, em Taijiquan e dança do ventre. A cabeça pode é claro virar mais ainda, mas dentro dos limites do pescoço, então ela pode atingir apenas 90º.

Alongamentos Compostos

Agora que entendemos como as articulações individuais se alongam, vamos examinar algumas ações que requerem várias delas alongando juntas, então você vai ver como o entendimento das articulações colabora para poses com aparência mais natural. As setas vermelhas indicam as articulações onde o alongamento ocorre.

Abertura de Frente

Há duas maneiras de fazer a abertura das pernas frontalemente.

Abaixo a maneira clássica, que é a mais difícil porquê a posição do joelho demanda uma extensão maior do quadril na perna de trás para conseguir "sentar" completamente no chão. O joelho da perna de trás está para baixo e a sola do pé para cima. Note que o pé da frente está sempre apontando se relaxado: flexioná-lo significaria alongar a panturrilha, o que é muito esforço extra.

Front split 1

De outro modo, abaixo  tem o joelho de trás para fora o que leva os dedos a apontarem na mesma direção. É uma posição levemente mais fácil (mais fácil para o joelho também),e favorecida nas artes marciais pois permite que a pessoa pule para uma posição em pé (tentar fazer isso a partir da abertura clássica resultaria em lesão).

Front split 2

Chute Lateral

Essa postura de ação especialmente popular é um ótimo exemplo do que você pensa que vê um chute "lateral" não é na verdade dado de lado, que seria uma posição de abertura de frente (nós vimos o quanto é limitado), ou mesmo uma abdução de quadril: é na verdade mais perto da versão das artes marciais de uma abertura frontal:

Side kick

Chute errado: todas as articulações envolvidas tem uma amplitude lateral limitada e o corpo tem que compensar inclinando para os lados. Isso é tão precário, mas não apenas ele vai tombar para os lados quando o pé fizer contato, mas também vai ter um chute muito fraco porque não há de onde tirar força.

Chute lateral baixo: o chute lateral "puro" (olhe essas canelas) é usado para chutes baixos e não envolve nenhum alongamento mesmo.

O correto, assim chamado chute lateral: é o mais perto de uma abertura frontal significando que na verdade é direcionado para trás, usando a maioria da extensão do quadril. Isso permite ao corpo assumir a forma de um arco continuo firmemente plantado na perna vertical, o que direciona muita força para o chute. Ele apenas parece um chute "lateral" porque o tronco vira do jeito que está.

Ponte

Uma boa ponte, onde os pés e as mãos estão distantes por um antebraço, requer que quase todas as articulações estejam estendidas. Os calcanhares empurram o chão de modo que o peso está em sua maioria nas mãos e os pulsos são empurrados para cima, a única maneira de esticar as áreas quadril/lombar o suficiente. Os cotovelos permanecem totalmente estendidos, ou "travados", mas os joelhos não podem ser estendidos sem ampliar a ponte, o que não funciona já que você rapidamente começa a escorregar!

Bridge

Hora de Praticar

Prosseguindo, há alguns exercícios que você pode fazer para ajudá-lo a entender sua flexibilidade.

Gentilmente sem forçar de modo algum, tente cada um dos movimentos descritos na seção amplitude de movimentos para cada articulação (não tente os alongamentos compostos). Sinta seus limites e veja se você consegue dizer quais podem ser ultrapassados com treinamento e quais são parte do conjunto anatômico. O ponto é entender que o material de dentro do seu corpo (se você faz exercícios e alongamentos, você provavelmente já faz).

Olhe fotos de ginastas e outros que usam a flexibilidade ao extremo. Faça esboços rápidos deles, e então traduza em uma variedade de pessoas medianas (ou mesmo pessoas grandes musculosas). Não há uma resposta cientifica precisamente correta, então se divirta, e fique de olho no que parece correto e o que não parece.

Practice
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