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História da Arte: Mesopotâmia

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This post is part of a series called A Beginner's Guide to Art History.
History of Art: Prehistoric
History of Art: Ancient Egypt

Portuguese (Português) translation by Felipe Code (you can also view the original English article)

Bem-vindo de volta para nossa série de história da arte. Neste artigo, iremos da Pré-História para a Mesopotâmia, berço da civilização humana.  Com a ascensão das comunidades organizadas veio a necessidade de comunicação, não apenas na arte, mas também na forma escrita. Aqui é onde a história realmente começa, graças ao registro criado pelas pessoas que os escreveram e preservaram sua cultura.

Hanging Gardens at Babylon
Jardins Suspensos da Babilônia. Representação do século 19.

Suméria

A Suméria foi notória por ser a primeira civilização ao sul da Mesopotâmia (pense no Iraque moderno) e por ser a primeira cultura a desenvolver um sistema de escrita. Cuneiforme, pictogramas em forma de cunha encontrados em diversas tabuletas de pedra, datam de cerca de 3500 AEC (Antes da Era Comum).

Cuneiform tablet
Cuneiforme na antiga Pérsia, Babilônia e Elamita. Imagem: John Hill, CC BY-SA 3.0.

Ao contrário de escrita experimental, a qual historiadores usam para se referirem a símbolos que não contêm conteúdos linguísticos, cuneiforme cresceu de pictogramas para incluir formas abstratas que permitiram aos povos da Mesopotâmia se comunicarem e registrarem suas vidas e ideias. Cuneiforme não foi abandonada até cerca de 100 CA, quando alfabetos foram criados e usados através da Eurásia.

Cuneiforme é considerada a maior realização da civilização suméria e é a eles que devemos agradecer para dar aos historiadores contexto para a cultura e ate da Mesopotâmia.

Uruk e Esculturas em Relevo

Uruk foi uma importante cidade na Suméria que dá seu nome ao período anterior da cultura mesopotâmica. A arte desse tempo consiste de um monte de cerâmicas e esculturas.

Um exemplo bem conhecido é o vaso de Warka, um vaso de alabastro cravado com quatro fileiras de gráficos. As três primeiras camadas consistem em padrões de vegetação, na parte inferior, animais no meio e homens carregando tigelas e jarros no topo das três camadas. A seção superior de toda a estrutura é uma cena mostrando Inanna (também conhecida com Ishtar), a deusa do amor, fertilidade e guerra.

Warka Vase
Vaso de Warka Imagem: Einsamer Schütze - Trabalho Próprio, CC BY-SA 3.0.

Outra peça feita durante este período é a Uruk Trough. Assim como o Vaso de Warka, esta peça decorativa é uma escultura em forma de narrativa em relevo. Artistas cortaram a pedra, ou gipsita nesse caso, a fim de criar sua arte, dessa maneira parece que as formas estão saltando do fundo ou posicionadas em cima da escultura.

Uruk Vase
Vaso de Uruk Imagem: Jononmac46 - Trabalho Próprio, CC BY-SA 3.0

Artistas cortaram todo o espaço negativo, permitindo o material remanescente formar a imagem positiva. Enquanto era uma tarefa tediosa, a arte em relevo tinha maior probabilidade de sobreviver através dos anos porque ela não era tão frágil quanto esculturas comuns, tendo um de seus lados ainda preso a toda a escultura.

Arte no Período Dinástico Antigo

Interessantemente, o período Dinástico Antigo (2900 - 2350 AEC) nos deu diversas estátuas votivas ou esculturas de fiéis e sacerdotes. Tipicamente, essas figuras vestem saias ou vestidos com as mãos cruzadas ao peito. As faces não variam muito, mas sim o penteado nas mulheres e algumas das roupas e coisas que as figuras estão fazendo.

Sumerian Worshipper
Adorador Sumério. Imagem: Osama Shukir Muhamed Amin FRCP (Glasg) - Trabalho próprio, CC BY-SA 4.0

Este foi um período onde o cobre se tornou comum para a escultura. Um exemplo fantástico pode ser encontrado no Cemitério Real em Ur: Cabra em um Matagal. Sob o risco de editorar muito, esta é uma das mais belas esculturas que eu já vi ao longo da história da arte.

A Cabra em um Matagal foi descoberta esmagada e teve de ser cuidadosamente restaurada.  Uma vez ela teve um núcleo interno de madeira, que se decompôs com o tempo. O arqueólogo Sir Leonard Woolley descobriu a escultura (na verdade um par de esculturas) e após usar cera para mantê-la unida durante uma escavação teve que reformar a escultura cuidadosamente.

Ram in a Thicket
A Cabra em um Matagal, imagem: Jack1956 na Wikipédia inglesa, CC BY-SA 3.0

Uma variedade de materiais foram usados para a escultura. Folhas de ouro foram aderidas à base de madeira, enquanto as orelhas foram feitas de cobre. O velo do corpo foi feito de conchas enquanto o velo dos ombros e os chifres foram construídos de lápis-lazúli. Muito notoriamente a figura fica em uma base coberta de um mosaico feito de conchas, lápis-lazúli, e calcário vermelho.

A narrativa dos mosaicos nos trás outra criação do período dinástico antigo, o "Estandarte de Ur". Essa coleção de mosaicos descreve narrativas de guerra e paz de lápis-lazúli e conchas. Como a cabra mencionada acima, esses mosaicos foram aderidos à madeira e, portanto, apenas sobreviveu em fragmentos. Woolley e sua equipe são os responsáveis pela restauração do estandarte; eles usaram cera para remover cuidadosamente as pequenas partes do mosaico até que puderam remontá-lo da melhor forma.

Standard of Ur 26th century BC War panel
Estandarte de Ur, século 26 A.C, painel de "guerra"

É por causa do uso de materiais como pedras, metais e conchas que temos arte de milhares de anos atrás. Embora madeira tenha sido um material comum, ela se decompunha ao longo do tempo, perdendo seu lugar na história.

Arte Acádia

O Império Acádio controlou a Mesopotâmia de 2271-2154 AEC. Isso nos dá um período de tempo, no qual sua cultura ditava as regras e nós podemos observar sua contribuição para a arte. Não é novidade que quando falamos sobre culturas que conquistaram vastas áreas, elas tendem a ter arte que focam em reis, líderes e seu império. Com o Império Acádio não foi diferente, então temos uma escultura de um dos reis acádios. A escultura abaixo foi feita de bronze.

Akkadian king head
Cabeça de rei acádio.

Conquistas dos reis também foram preservadas. Uma estela é uma grande laje de pedra (também pode ser de madeira) erigida como um monumento ou peça comemorativa. A "Estela da Vitória de Naram-Sin" é um relevo que mede 1,8 metros de altura e descreve o rei Naram-Sin da Acádia usando um elmo de chifres e liderando seu povo para a vitória.

Victory Stele of Naram-Sin
Estela da Vitória de Naram-Sin. Imagem: Rama - Trabalho Próprio, CC BY-SA 2.0 fr.

Esta peça é significativa porque mostra o rei usando um elmo, antes apenas usado pelos deuses nas representações. Adicione isso à posição do rei no relevo e você terá um exemplo de representar um líder como uma figura divina, algo muito comum ao longo da história humana.

Arte Assíria

Pulando para os assírios, temos outra cultura cujas contribuições artísticas focam em vitória, militarismo e em seus líderes. O apogeu dessa era, de 1500 AEC até 612 AEC, foi o foco da criação de grandes peças de arte decorativas para as construções e locais públicos.

Winged Genii from the palace of King Sargon II at Dur Sharrukin
Winged Genii do palácio do rei Sargon II em Dur Sharrukin.

Muito foco foi posto na representação de animais e suas características. Detalhes minuciosos foram reproduzidos nos relevos mostrando figuras humanas montando em cavalos indo para a batalha. Uma contribuição notável adicionou o "Winged Genius" na história, a qual consiste na representação em relevo de homens com asas. Assim como os acádios, os líderes assírios encomendaram estas peças de arte como uma representação de sua própria divindade. Essa noção é baseada apenas na diferença entre relevos de reis e gênios com asas.

Mais tarde esses homens alados influenciaram os gregos durante o período arcaico, o que resultou em diversas criaturas mitológicas bem conhecidas como a Quimera, Pégaso, Grifo e Talos.

Arte Babilônica

Indo mais para a frente, alcançamos os babilônios. Tipicamente quando você ouve sobre os babilônios você pensa em uma das sete maravilhas do mundo antigo: Os Jardins Suspensos da Babilônia. Sendo jardins algo fácil de se destruir, há apenas representações artísticas e relatos escritos dos jardins, mas nenhum é de primeira mão.

Hanging Gardens of Babylon 20th-century depiction
Jardins Suspensos da Babilônia. Ilustração do início do século 20.

Os relatos escritos dos jardins os descrevem como uma construção de vários níveis que resultou em algo parecido com uma montanha, composto de árvores, vinhedos, arbustos e plantas de todo o tipo. Tendo em vista que os relatos datam de centenas de anos mais tarde, no entanto, ou simplesmente citações de textos perdidos, os jardins podem ter sido assírios em vez de babilônicos, ou podem ser inteiramente míticos.

Reconstruction of the Ishtar Gate at the Pergamon Museum in Berlin
Reconstrução da Porta de Ishtar no Museu de Pérgamo em Berlin. Imagem: Rictor Norton, CC BY 2.0

Outro exemplo famoso de contribuições babilônicas para a arte é a Porta de Ishtar. Diferente dos Jardins Suspensos, nós sabemos que ela existiu graças às escavações do século 20. Uma parte da Muralha da Babilônia, a Porta de Ishtar foi construída por volta de 575 AEC sob o comando de Nabucodonozor II.

Lions and flowers on the Ishtar Gate
Leões e flores na Porta de Ishtar. Imagem: Josep Renalias - Trabalho próprio, CC By-SA 3.0

Uma vez considerada parte de uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo (a Muralha da Babilônia foi substituída na lista pelo Farol de Alexandria), a porta é decorada com tijolos envidraçados representando dragões, leões e touros em conjunto com tijolos envidraçados azuis que podem ser ou não lápis-lazúli. Os animais se referem à deidades dos babilônios (Ishtar, Adad e Marduk). É dito que a porta foi parte de um caminho processional que guiava até o templo de Marduk, rei dos deuses babilônicos.

Conclusão

Com o nascimento e difusão do uso de sistemas de escrita veio o contexto, o qual nós, observadores do passado, precisamos, a fim de entender a cultura e a expressão de nossos ancestrais. De esculturas em relevo e cobre para construções e estruturas, a fim de honrar líderes e deuses, a arte estava em plena floração em uma crescente fértil.

Estes são alguns destaques dessa era. Nossa espécie tem uma longa história de criação de arte por uma série de razões e esse é apenas uma prévia da arte através da Mesopotâmia. Da próxima vez viajaremos um pouco mais para o oeste, para o Antigo Egito!

Quer ler mais sobre a arte na Mesopotâmia? Cheque os links abaixo:

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